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sábado, 17 de maio de 2014

Resenha - Trilogia As Peças Infernais

Trilogia de Cassandra Clare
1. Anjo Mecânico
2. Príncipe Mecânico
3. Princesa Mecânica
Publicado no Brasil pela editora Galera Record



Eu ganhei o primeiro livro desta série, Anjo Mecânico, em um aniversário. Como sempre, fiquei encantado com a capa e seu brilho, assim como sempre admirei a capa dos livros da série Os Instrumentos Mortais. Porém, nada sabia sobre o enredo da história, nem li a sinopse ou outras resenhas para saber a opinião de outras pessoas sobre o livro. Na época, eu estava obcecado pelo livro A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, que também havia ganhado no mesmo aniversário. Por conta desta louca obsessão pelo livro de Zafón, guardei o Anjo Mecânico na estante e lá ele ficou por uns vários meses (como sempre outros títulos furando a fila de leitura). Até que nas férias de verão eu finalmente peguei o Anjo pra ler. E olha...

O primeiro livro começa em 1878, com Teresa Grey, carinhosamente Tessa, que após perder a tia com quem morava em Nova York, vê-se sem nada e sem ninguém, obrigada a ir ao encontro de seu irmão na Londres Vitoriana. No entanto, quando chega ao destino é recebida por duas mulheres, as Irmãs Sombrias, que a levam como prisioneira. Durante seu período em cativeiro, Tessa descobre ser dotada de um poder que nunca havia imaginado ter, e também é preparada (obrigada, né) para casar-se com o misterioso Magistrado. Tessa não tem noção nenhuma do que está acontecendo até que enfim é resgatada e levada para o Instituto dos Caçadores de Sombras.

Perdoem-me se neste breve resumo eu revelei algum spoiler, mas não é nada fatal.

Chegando ao Instituto, a história realmente começa e os segredos e mistérios começam a desenrolarem-se. E é neste Instituto que encontramos os personagens principais que vão seguir conosco pelos dois livros seguintes da trilogia.
Aqui então, parabenizo a autora Cassandra Clare pela construção de seus personagens. Cada um com sua peculiaridade, seus defeitos e qualidades. Alguns um tanto clichês, como a menina rica mimada e o bad boy bonitão, mas outros extremamente cativantes, como o violinista companheiro, a mulher no poder subestimada e o feiticeiro mais perfeito do universo, estes últimos meus preferidos.
Em contraponto, a escrita da autora foi difícil de me convencer. Repleto de piegas românticos, os três livros são recheados de dramas causados pelo – óbvio – triangulo amoroso, que mesmo sendo um tanto diferente dos triângulos que estamos acostumados a ver, entediam ao máximo. Enquanto isso, a protagonista da história faz visitas à biblioteca do Instituto e enquanto a moça lê os clássicos da época, a autora esforça-se para escrever um livro que se assemelha a estes clássicos, com dúvidas amorosas, incertezas e fragilidade, envoltos em vestidões e criados que apaixonam-se pelos patrões.
Sinceramente, se enxugássemos todo o mimimi da Tessa, os livros perderiam umas 200 páginas, e olhe lá...

Contudo, o universo em que se passa toda a história é o mesmo da outra série que não termina nunca, Os Instrumentos Mortais, com seus Caçadores de Sombras tatuados, demônios, fantasmas e feiticeiros. Para quem já leu a série pioneira, esta trilogia envolverá o leitor facilmente, mas quem nunca ouviu falar em estelas, iratzes e afins, pode ficar um pouco confuso no princípio (assim como eu).

Mas o grande trunfo da autora nesta obra é o ultimo livro, Princesa Mecânica. Os draminhas românticos ainda estão presentes, mas percebe-se a dedicação da Cassandra Clare em fazer um desfecho digno para sua trilogia. As tramas nos sugam pro livro, as cenas e diálogos prendem nossa atenção e mais uma vez, os personagens cativam o leitor de uma maneira singular. O último livro, aliás, é o meu preferido da trilogia.
A cada capítulo que passava, eu esquecia todos os pontos negativos e me atentava a cada acerto da autora, a cada cena de batalha bem escrita, a cada diálogo intenso, discussões entre os personagens e até mesmo em cada ponto e vírgula e seus lugares nas frases. Incrível.
E digo com veemência que a Cassandra Clare escreveu o MELHOR FINAL DE LIVRO DO MUNDO! Esqueçam tudo, o que esta autora fez nos últimos capítulos foi o desfecho mais sensacional que eu já li! E não há discussões!

Enfim, a série As Peças Infernais é uma ótima opção pra quem procura entretenimento de fantasia e romance, e se você começar a ler mas não gostar, tenha paciência, porque o final é digno e vale muito a pena!


P.S.: Jem Castairs é o melhor personagem dos livros e do mundo! #TeamJem até o fim!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Livros lidos em abril

Eu tenho uma meta de ler quatro livros por mês, mais ou menos um por semana.
Como esse mês teve um feriado maaaravilhoso eu aproveitei bastante! Estes são os livros lidos em abril:


 O primeiro livro lido foi o Finale, último livro da série Hush Hush, escrita pela autora Becca Fitzpatrick. Eu esperava uma escrita mais rica para o encerramento de uma série, e fiquei bem decepcionado com este livro, que não me convenceu. No Brasil foi publicado pela editora Intrínseca. Avaliando, dou 2 estrelas e meia.

Em seguida eu li o último livro da trilogia As Peças Infernais, Princesa Mecânica, da autora Cassandra Clare. Esse livro me surpreendeu. A trilogia começou de um jeito difícil de convencer, mas o fim foi de tirar o fôlego (e por “fim” leia-se as últimas 50 páginas). No Brasil a série foi publicada pela editora Galera Record e mereceu 4 estrelas.


Depois, eu li o lindo e encantador O Jardim Secreto, de Frances Hodgson Burnett! Uma história inocente mas maravilhosa, com mensagens incríveis espalhadas por todas as páginas. É um clássico da literatura infantil capaz de encantar a todos os tipos de leitores! A edição que eu li foi publicada pela Editora 34 e ganhou 5 estrelas.


A literatura nacional marcou presença esse mês e eu li dois livros brasileiros, ambos publicados pela editora Record.


O primeiro foi A Musa Diluída, de Henrique Rodrigues. Eu não estou muito acostumado com poesias, mas este livro foi bom pra eu dar os primeiros passos no gênero. Aliás, esse livro prova o talento do autor e nos faz torcer pra que ele e tantos outros conquistem seu espaço no mercado (que todos nós sabemos, é bem difícil). Avaliando, dou 3 estrelas e meia.

O segundo livro nacional lido foi escrito por mãe e filha, as autoras Ana Maria Metzsohn e Patrícia Moretzsohn. Bonita Luz – O Sumiço do Anjo Barroco é uma história infantil divertida, que conta a história de uma menina chamada Bonita e sua aventura na cidadezinha onde mora sua avó. Avaliando, dou 3 estrelas.




Por fim, este mês eu também li dois contos escritos pelo autor Hans Christian Andersen. O primeiro foi A Rainha das Neves, conto que “inspirou” a animação da Disney, Frozen – Uma Aventura Congelante. Em seguida eu li o conto original A Pequena Sereia, que também foi adaptado pela Disney. Confesso que este me surpreendeu muito, e se você só viu o filme, deve ler o conto já!

Bem, estes foram os livros lidos nesse mês de abril e eu pretendo postar resenha sobre eles logo, logo. Um grande abraço pra vocês!